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26 Mai 2021

O que é acessibilidade? Introdução a inclusão digital e normas WCAG

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Acessibilidade digital

Inclusão digital é um assunto relevante em todo o mundo mas, na Europa, terá um papel importante na agenda pública de 2020 devido a uma legislação que torna obrigatória a adesão às diretrizes de acessibilidade para conteúdo web (WCAG). Muitas instituições públicas e organizações estão tendo dificuldades em encontrar soluções práticas que caibam em seus orçamentos e processos que tornem os seus conteúdos mais acessíveis.

Aqui estão alguns motivos porque vale a pena observar o que está acontecendo na Europa e levar o movimento de acessibilidade web a sério:

  • Os Estados Unidos estão bem a frente no que diz respeito a Inclusão Digital (principalmente no setor da Educação) e serve como modelo para a Europa.
  • A tecnologia se desenvolveu muito recentemente e agora está pronta para traçar o caminho para uma internet mais inclusiva com o uso de Inteligência Artificial, por exemplo, que facilita o reconhecimento de voz.
  • É também consenso público que a acessibilidade digital não beneficia apenas aqueles com dificuldades de audição mas também torna o conteúdo mais interessante aos usuários.
  • Em 2 de Dezembro de 2016, a diretriz de acessibilidade 2012 foi publicada na União Europeia. Essa diretriz contém prazos e obriga instituições públicas a forncer conteúdo digital acessível.

Infelizmente, isso não se aplica a todos os usuários. Pessoas com deficiência física, mental ou sensorial como, por exemplo, os surdos ou aqueles com deficiência auditiva, não conseguem ter acesso a todo material online a não ser que esse seja desenvolvido de outra forma.

O problema não está com aqueles que têm essas dificuldades mas na maneira como isso é administrado pela sociedade. E é exatamente aí que entram diretrizes como a da União Europeia, que inicia uma mudança na direção de uma internet mais acessível para todos. A inclusão digital promove igualdade no acesso ao conteúdo e informação. Ter a oportunidade de participar no dia a dia da sociedade é um direito básico.

Como mostram as estatísticas, há mais pessoas que se beneficiam com a implementação dessas diretrizes. Cerca de 80 milhões de pessoas na Europa vivem com deficiências graves e cerca de 5% da população mundial tem dificuldades com a audição. Isso chega a soma de 360 milhões de pessoas.

Como já mencionamos, essas não são as únicas pessoas que se beneficiam das medidas relacionadas a inclusão digital já que o conteúdo acessivel promove uma experiência melhor ao usuário.

Com as novas diretrizes da União Europeia com relação aos sites de instituições públicas, a Europa move na direção de tornar-se mais acessível a todos. Depois da implementação dessas normas em 2 de dezembro de 2016, o prazo para os Estados membros implementarem as diretrizes em suas leis nacionais foi em 23 de Setembro de 2018. A aplicação desses padrões de acessibilidade digital foram estabelecidos pela União Europeia nas normas da lei EU 2016/2012 (EN) 301 549 V 2.1.2. Ela se refere aos níveis A e AA dos padrões internacionais de acessibilidade de conteúdo, conhecido como WCAG 2.1 que define os padrões mínimos de acessibilidade

Mas o que é acessibilidade?

Oficialmente, acessibilidade significa que toda pessoa, independente da sua condição física ou mental, deve ter acesso igualitário a recursos, sem necessidade de ajuda externa.

Acessibilidade Digital já é um termo mais específico e está relacionado a conteúdos e ofertas digitais (internet e intranet), programas, sistemas, aplicativos de celular, arquivos e sistemas de escritórios. Todas essas coisas precisam ser operacionais, fáceis de entender e robustas para serem consideradas acessíveis. Todas as pessoas, por exemplo as com deficiencias visuais ou sensoriais, motoras ou neurologicas, devem ter acesso igualitário e independente aos sistemas e conteúdos mencionados acima.

As leis e regras de acessibilidade digital não estão relacionadas apenas a pessoas com deficiências, mas também beneficiam idosos e aqueles que não são “fluentes” em sistemas digitais. Além disso, pessoas com deficiências temporárias como um braço quebrado, também se beneficiam da acessibilidade.

A grande questão: a quem essas leis se aplicam e quando??

Essas diretrizes são direcionadas às instituições públicas nos Estados membros da União Europeia, por exemplo: instituições federais, estaduais, regionais e municipais como Universidades públicas e órgãos políticos.

Como já mencionado, as exigências mínimas com relação ao nível de acessibilidade são informadas através da normativa EN 301 549 que lista 50 critérios de nromas de acessibilidade web de acordo com os padrões WCAG 2.1

Independentemente do quão complexa a legislação pode ser, no fim, o WCAG 2.1 é um guia seguro para atingir os padrões mínimos de acessibilidade exigidos pelas diretrizes da União Europeia.

Econtre mais informações nesse link:
EN 301 549
WCAG 2.1

Abaixo, você encontrará um resumo das medidas e exigências mais importantes

Todo o conteúdo e aplicação precisa ser desenvolvido para ser compreensível, operacional e robusto.

Alternativas de texto: para todo o conteúdo que não é composto de texto ( por exemplo, gráficos ou infográficos) é preciso haver uma alternativa como uma impressão, braille, símbolos ou linguagem facilitada. Os critérios de aprovação de acordo com o WCAG são os seguintes:

SC 1.1.1 Conteúdo sem texto
SC 1.3.1 Informação e relacionamento
SC 2.4.4 Propósito do link ( em contexto)

Para vídeos e audios gravados previamente, legendas precisam estar disponiveis. Encontre as exigências exatas na tabela abaixo:

 
  Conteúdo alternativo de texto Legendas Descrição de áudio Transcrição
Áudio pré gravado (apenas áudio como podcast) Necessário Não mandatório Não mandatório Necessário
Animações pre-gravadas (apenas vídeo, sem som) Necessário Não mandatório Obrigatório caso não haja transcrição Necessário
Filmes pre-gravados (aulas, tutoriais, videoaulas) Necessário Necessário Obrigatório exceto se a informação visual seja também audível Obrigatório caso não haja descrição de áudio

Os critérios de aprovação do WCAG são os seguintes:

  • SC 1.2. Apenas áudio ou vídeo (pre-gravado)
    SC 1.2.2 Legendas (mídia pre-gravada)
    SC 1.2.3 Descrição de áudio (mídia pre-gravada);
  • O conteúdo deve ser sempre apresentado de várias maneiras (por exemplo, com um layout simples) sem perder nenhuma informação ou estrutura;
  • O conteúdo deve ser sempre apresentado de uma maneira que facilite a localização da informação e leitura, por exemplo, usando cores que contrastem com a possibilidade de aumentar o tamanho da fonte;
  • Todas as ferramentas devem ser passíveis de serem operadas através do teclado;
  • Sites devem sempre ser desenvolvidos de uma maneira que o seu uso seja intuitivo.

Medidas adicionais obrigatórias

  • Oferecimento de uma atualizaçao detalhada anual com relação a acessibilidade oferecida. Essa declaração deve ser encontrada em cada página do site.
  • Oferecimento da possibilidade de entrar em contato facilmente por via eletrônica. ( mecanismo de avaliação). Esse processo de avaliação deve ser facilmente encontrado nas páginas do site.

Prazos escalonados

23.09.2019: sites criados a partir de 23.09.19 precisam ser acessíveis.

23.09.2020: Todos os sites (intranet e extranet) e mídias como vídeos e áudios precisam ser acessíveis. Esse prazo é o mais importante para instituições que usam mídias como ferramenta de ensino.

23.09.2021: Todos os aplicativos móveis precisam ser acessíveis.

Conclusão

Ainda que a legislação referente a inclusão digital pareça complicada e um desafio operacionalmente, é importante lembrar-se da motivação por trás dessas leis: tornar a sociedade responsável por todos os seus indivíduos – incluindo aquelas com algum tipo de deficiência.

Eventualmente, todas as instituições, sejam públicas ou privadas, se beneficiarão do fato de tornar sua presença online acessível para mais pessoas. Mas esse não é o único ponto, como já mencionamos, a inclusão de todas as pessoas no dia-a-dia da sociedade é um direito básico e não deveria ser restrito de nenhuma forma. Além disso: tornar a instituição ou empresa mais acessível não é trabalho de uma só pessoa, é um porcesso que deve ser adotado e coordenado por todos.

A obrigatoriedade da inclusão digital em alguns países não deve ser considerada uma carga mas sim uma oportunidade. Afinal, todos nos beneficiamos quando o resultado final da aplicação dessas medidas é a melhora da experiência do usuário.

Caso queira receber mais informações sobre acessibilidade, inclusão digital e como a Amberscript pode ajudar, por favor entre em contato.

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